Antes de começar, ressalto: estou completamente puto. Se fosse para caracterizar esta semana, de 10 a 15 de fevereiro, com uma palavra, ela seria a seguinte: PLÁGIO. E vai ser necessário um pouco de conto da carochinha para esclarecer bem o que está acontecendo, que acontece, e que continuará a acontecer.

Vou citar duas coisas que necessitei fazer.

A primeira, foi criar um livecd com o FreeBSD para montar uma partição XFS e copiar uns dados p/ outra partição FFS. Até aí, tudo bem.

A segunda foi ler a documentação do Samba para habilitar auditoria, lixeira, antivirus, etc. Até aqui, tudo muito bem.

Embora as duas coisas acima sejam simples, eu não sabia como fazer, e o aprendizado foi legal. A parte mais engraçada foi quando o kernel (do fbsd) começou a compilar e de cara deu um warning:

WARNING: kernel contains GPL contaminated XFS filesystem

Até aí tudo bem, tudo muito bem. O que me deixou extremamente puto foi o seguinte: quando busquei exemplos prontos das coisas acontecendo (entenda como: já testadas, funcionais, ou seja, puras receitas de bolo), me deparei com um artigo (de como fazer o livecd) e um big post (de como habilitar coisas legais no smb.conf) num blog. Tudo bem explicado, tudo muito lindo, tudo muito perfeito, certo? ERRADO! O artigo, publicado no VivaOLinux, datava de 2007 e o post também; tanto o artigo quanto o post não eram assinados pela mesma pessoa. Entretanto, eles possuíam a mesma essência em comum: foram textos plagiados, completamente copiados, ou, ainda, como diriam alguns, o texto estava completamente kibado. Os textos originais datavam de 2004 e 2005, respectivamente, e deu para perceber que houve um delay muito grande no famoso ctrl+v.

Até aqui ainda estamos bem. Afinal, não é raro encontrar coisas espalhadas pela internet que são kibadas, copiadas, rippadas, enfim, que são o puro ctrl+v safado. Aquela história de que existe uma pessoa igual a você no mundo pode até ser verdade. Agora, existirem dois textos iguais, com mesma pontuação e vícios de linguagem, mesma identação, mesmo tudo? Somente três letras: PQP.  Comentei com o pessoal do trabalho e compartilhamos a mesma opnião com relação ao assunto (kibar/rippar): quem faz isso é filho de uma mulher digníssima, extremamente boa, porém, de uma sociedade astuta e sagaz.

O que me deixou completamente embasbacado não foi isso: quando é com os outros, é com os outros (fico puto ao ver um plágio, mas não a ponto de quase explodir o quarteirão). Minha irmã está para se tornar Mestre (em pedagogia; ela não é solteira e trabalha com “tecnologia voltada a educação”, que é e-learning, o que as facilidades de hoje podem agregar na educação, etc, etc, etc, etc), e muito em breve vai apresentar sua dissertação. Acontece que outra menina (que não deve ser menina, deve ser uma tia completamente escrota) vai apresentar sua dissertação (sua = dela, da menina, não da minha irmã) na segunda-feira, dia 17 às 10:30hrs; e nesta maldita dissertação dela existe um capítulo inteiro escrito pela minha irmã, existem trechos de outros capítulos, enfim, muita, mas muita coisa copiada.

Nota: cortei dois parágrafos com muito palavrão e emputecimento, e com boa explicação da estória.

Finalizando: as pessoas são o que são, e é difícil tomar atitudes drásticas do nada para mudar o comportamento. Digo isto no sentido de que se você não tem caráter, você não tem caráter, sendo necessário algum acontecimento drástico para a tomada de providências necessárias a fim de mudar este cenário. Existe um vão infinito entre ser inteligente e ser esperto. Se você não tomou umas palmadas de sua mãe/pai enquanto criança, a vida distribui estas palmadas já adulto. E o mesmo se aplica à educação (educação, valores, todas aquelas coisas, etc).